Quatro razões para conhecer a selva amazônica brasileira entre setembro e fevereiro

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palafitas  vinicius jangada pequena

Entre setembro e fevereiro, o nível dos rios na Amazônia brasileira cai bastante em virtude do tempo ensolarado e da falta de chuvas. É o chamado período de seca, revelando ao turista novas paisagens e experiências únicas, que o Juma Amazon Lodge, no coração da selva, leva para conhecer.

Nas margens do rio que banha o hotel formam-se pequenas praias, onde os hóspedes podem ser levados de barco – ali também se observam o céu limpo e estrelado da região. Pelo rio, à noite, ocorre a focagem de jacarés, que torna-se mais fácil nesta época do ano. Com mais pontos secos nas margens fluviais, a pesca esportiva, ou “pesque e solte”, é outra ótima opção da temporada. Se o pescador tiver o mínimo de habilidade, poderá fisgar diversos exemplares típicos amazônicos, como o pirarucu, tucunaré, pirapitinga e aruanãs.

A Amazônia da estiagem também é o momento para contemplar o florescer de árvores como a munguba, o angelim e a sumaúma, uma gigante da flora local e que pode atingir até 40 metros de altura, e para o qual os guias do Juma levam nos passeios pela floresta. Nas comunidades ribeirinhas, o tempo seco permite a realização de torneios de futebol, que são muito apreciados pelos moradores e nos quais os hóspedes são incentivados a assistirem ou mesmo a participarem.

Novidades – Localizado em meio a uma região preservada em Autazes, o Juma Amazon Lodge inaugurou este ano um novo bangalô, ainda mais confortável. Com 32 m² de área, a suíte está equipada com cama king-size e possui uma agradável varanda panorâmica ao seu redor, com cadeiras rústicas e duas redes para que o visitante possa apreciar a mata e relaxar.

Assim como os outros bangalôs, a arquitetura da nova suíte também é inspirada na residência dos ribeirinhos amazônicos: construída sobre palafitas (nos períodos de seca chega a 15 metros de altura), é coberta por palha e o piso é de madeira. A arte indígena está presente nos objetos de decoração e nos lustres, feitos de cestos de palha. Com 6m², o banheiro tem ducha de água quente gerada por painéis solares.

Recentemente, o hotel foi eleito pelo Booking.com um dos cinco incríveis lugares do mundo para se desconectar e recuperar as energias. Cercado pela floresta, fica numa área preservada de 7.000 hectares, a 3 horas de Manaus por barco e via terrestre. Seus bangalôs (alguns voltados para a mata e outros para o rio) possuem varanda com rede e chuveiros com água quente gerada por energia solar. Nenhum é equipado com televisão ou wi-fi para que a observação da natureza seja a mais profunda e genuína possível.

JUMA AMAZON LODGE

Website: www.jumalodge.com

Pacotes de três noites a partir de R$ 2.549 por pessoa (quarto para casal ou com duas camas de solteiro, entre setembro e dezembro de 2016), incluindo todas as refeições, guias bilíngues, transporte ida e volta de Manaus para o hotel).
Crianças até 5 anos não pagam a diária.

Fotos: Vinícius Campos

 

 

 

 

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Experiência gourmet única no inverno da Mantiqueira

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abertura provence cottage mantiqueira

É no inverno que Monte Verde (MG) exibe todo o charme da Serra da Mantiqueira, com céu azul e termômetros em queda. As baixas temperaturas tingem, por vezes, os campos de branco, criando uma atmosfera especial. Neste cenário, o Provence Cottage & Bistrô oferece uma experiência única de bem-estar e relaxamento em meio à natureza para curtir o frio. Entre os destaques está o novo cardápio do bistrô, comandado pelo chef Ari Kespers. Aberto para o jantar, às sextas-feiras e sábados, o restaurante servirá um menu-degustação em cinco etapas, que traz releituras de pratos clássicos de Kespers, como a bochecha de porco (acompanhada de picles de beterraba) e o ravióli de banana-da-terra (que nesta edição aparece ao lado de abóbora doce e crocante de amaretti). Completam o menu a galinha caipira com quatro versões de milho e couve chamuscada, a rabada com canjica e crocante de pequi e a terrine de chocolate com pequi crocante, leite de castanha de pequi e merengue. O pequi, trazido do cerrado mineiro, é a estrela desta temporada. “Trabalho com o pequi há muitos anos. Sua castanha carrega o toque cítrico e adstringente da fruta, que harmoniza perfeitamente com a rabada”, diz Kespers, praticante de uma culinária contemporânea de aromas e sabores que remetem às raízes da cozinha caipira.

Na pousada, a valorização da culinária artesanal fica expressa no café da manhã, onde pães e bolos são produzidos horas antes de chegar à mesa e o leite, fresco, vem de uma fazenda vizinha. Geleias e requeijão também são feitos na cozinha do Provence. O chá servido à tarde aos hóspedes apresenta outras delícias saídas da cozinha do bistrô, doces e salgadas. Esta filosofia se repete no cuidado na hospedagem, cercada de mimos, como lençóis perfumados e espumante de boas-vindas. São seis chalés localizados em uma área de 10 mil metros quadrados, cercados de jardins com araucárias e pés de lavanda, que oferecem bastante privacidade. Com tamanhos que variam entre 50 m² e 130 m², todos possuem hidromassagem, lareira, TV com assinatura SKY, camas queen-size, enxoval Trussardi e amenities L’Occitane. A decoração, inspirada na Provence, reúne mobiliário e peças garimpados em antiquários, além de objetos de família dos proprietários. No spa, com vista para a mata da Serra da Mantiqueira, o hóspede pode escolher entre massagem relaxante, shiatsu, pedras quentes, escalda-pés com reflexologia e banhos de imersão com lavanda, rosas ou ervas (poejo, hortelã, alecrim e sálvia) provenientes da horta mantida no local. Custam entre R$ 90 e R$ 380 e precisam ser previamente agendados. A pousada também possui uma hidromassagem ao ar livre, sob um gazebo, com lareira (R$ 190 por 1h30, com sais de banho e espuma L’Occitane e ambientação com velas e pétalas de flores). Tudo isso transforma o Provence Cottage & Bistrô em um lugar perfeito para quem deseja descansar, namorar e festejar a vida.

Fotos: Wagner Dias/Pallatta/Divulgação

Serviço

Provence Cottage & Bistrô – Rua Cedrus Libani, 380 – Monte Verde, Camanducaia, MG. Tel.: 55 (35) 3438-1467. Diárias para fins de semana: a partir de R$ 1.160,00. Inclui café da manhã, chá da tarde e check-in com garrafa de espumante. Cartões: todos. Não aceita menores de 18 anos. Menu-degustação de inverno em cinco etapas executado pelo chef Ari Kespers. Sexta-feira e sábado, a partir das 21h. Atende mediante reserva. Valor do menu-degustação por pessoa: R$ 215 (sem bebidas).

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Crise abre oportunidade de investimento em espaços para eventos no Brasil

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centro de exposição imigrantes
São Paulo Expo (antigo Centro de Exposições Imigrantes). Foto: Divulgação/São Paulo Expo

Em períodos de crise, as chances de negócios são menos óbvias do que nas épocas de atividade em alta. No mercado imobiliário, vários nichos se mostram atrativos e revelam janelas de oportunidades para investidores com visão de longo prazo em períodos de desaceleração do setor. Uma delas se abre para o potencial do segmento de eventos. Estudo da consultoria Caio Calfat Real Estate Consulting mostra que centros de convenções projetados para feiras, congressos e seminários de pequeno e médio portes podem se beneficiar com demanda resiliente, oferta de espaços pequena em relação ao crescimento do mercado e atratividade do país para eventos internacionais com o fortalecimento do dólar.

Conforme o levantamento, o chamado segmento MICE (Meetings, Incentives, Conventions and Exhibitions), ou seja, focado em eventos de pequeno e médio porte como encontros, incentivos, convenções e feiras movimenta cerca de US$ 30 bilhões por ano em todo o mundo. Há 10 anos, o Brasil é um dos dez principais destinos de eventos no mundo, segundo o ranking do ICCA (International Congress and Convention Association). Na lista mais recente, de 2014, o Brasil ocupa a décima posição, mas, nas Américas, o país ocupa a segunda posição atrás apenas dos Estados Unidos.

O diretor da consultoria, Caio Calfat, ressalta o padrão internacional do aparelhamento do setor, especialmente nas capitais São Paulo e Rio de Janeiro, como um diferencial para o mercado local. Segundo o especialista, o dólar forte, que se valorizou quase 50% no ano passado, torna o Brasil mais atrativo para organizadores estrangeiros. “Grandes grupos internacionais promotores e organizadores de eventos estão apostando em nosso país, como o gigante francês GL Events, que assumiu o antigo Centro de Exposições Imigrantes em São Paulo (atual São Paulo Expo) e o está transformando em um enorme complexo de eventos de várias modalidades, e o RioCentro no Rio de Janeiro”.

De acordo com a pesquisa, entre 2014 e 2015 a cidade de São Paulo sediou 255 ou 41,73% das feiras e exposições de grande porte do Brasil. Já o segmento de eventos de reuniões apresentou taxa de crescimento anual acima dos 14% no período.  A crise econômica trouxe uma desaceleração ao setor, mas demanda de eventos tende a se recuperar rapidamente em um momento de retomada da atividade. Segundo o boletim Focus de consenso de mercado elaborado pelo Banco Central, a expectativa de economistas e analistas é de que o PIB brasileiro volte a crescer no ano que vem, a uma taxa de 0,50%.

Na experiência de Calfat, o ciclo imobiliário que se estende em torno de três a cinco anos, do lançamento do projeto à entrega física do empreendimento, revela uma janela para a criação de espaços novos neste ano. Ou seja, os centros de eventos lançados agora podem se beneficiar de um ciclo de retomada da atividade previsto para iniciar-se a partir de 2017.

Segundo levantamento da consultoria, do mesmo modo que o mercado corporativo em geral, o segmento de espaço para eventos encontra-se fechado no momento para lançamentos. “Não há informações sobre novos projetos, apenas reformas e ampliações”, afirma Calfat. Com isso, a demanda tende a crescer acima da oferta nos próximos anos, especialmente, dentro do nicho de centros de convenções de perfil multifacetado.

Em termos de retorno financeiro, os espaços multifunção para eventos de porte pequeno ou médio revelam-se atrativos. O estudo da Caio Calfat mostra que os preços cobrados pelos empreendimentos do gênero na cidade de São Paulo, apenas para locação do maior espaço disponível, variam entre R$ 5.000,00 e R$ 24.500,00, sem refeição. Isso equivale a um preço médio de R$ 24,83 por m². Ainda conforme a pesquisa, apenas um dos centros de convenções na capital paulista recebeu uma média de 14 eventos por mês em 2015. Essa média implicaria em um valor médio de R$ 347 por m² mensal, ou seja, três vezes superior à média do aluguel médio mensal de um edifício comercial classe AA+, segundo dados da Cushman & Wakefield. “Há um consenso no setor de que só não há mais eventos em São Paulo, por falta de espaços profissionais”.

 

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