Bares se unem para oferecer vinhos com desconto

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Entre 16 de agosto e 2 de setembro, sete wine bars paulistanos trazem rótulos a preço de importadora, em garrafa ou taça, na 3ª edição do Festival Vinho no Boteco

Durante 18 dias – entre 16 de agosto e 2 de setembro – sete wine bars de São Paulo se reúnem no Festival Vinho no Boteco – Inverno, para oferecer rótulos a preço de importadora. Canaille Bar, Dionysos, Enoteca Decanter, Epi Gastronomia e Eventos, Ovo e Uva, Prosa e Vinho e Sancho Bar y Tapas servirão tintos, brancos, rosés, espumantes e vinhos de sobremesa de 12 países (Argentina, Austrália, Brasil, Chile, Espanha, Eslovênia, Estados Unidos, França, Itália, Macedônia, Portugal e Uruguai), em garrafa ou taça com descontos. Os valores para taça começam em R$ 9.

Em sua terceira edição, o Festival Vinho no Boteco é uma ação dos wine bars paulistanos para democratizar o consumo da bebida e trazer uma nova experiência ao público com rótulos de qualidade. O evento recebe o apoio das importadoras Decanter, Grand Cru e Puklavec Family Wines. A lista inclui mais de 60 rótulos, mas cada bar tem a liberdade de escolher as bebidas que mais se alinhem a sua identidade. A lista com os vinhos que cada casa irá oferecer, preços de garrafas e taças, além de endereços, perfil dos bares e horários de funcionamento estão no site do festival: www.festivalvinhonoboteco.com.br.

 

3º Festival Vinho no Boteco – Inverno – De 16/8 a 2/9. Sete wine bars de São Paulo se unem para servir vinhos (em garrafa ou taça) a preço de importadora.

 

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Café em São Paulo investe em nanofornecedores e mão-de-obra inclusiva

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Café em São Paulo investe em nanofornecedores
e mão-de-obra inclusiva

Aberto há 7 meses, Trampolim Start Up Café compra 70% de suas refeições de empresas familiares e só contrata em parceria com entidades sociais

Trampolim Start Up Café  (foto: Marco Pinto)

Com um modelo inovador de gestão e distribuição de renda no país, o Trampolim Startup Café, na região da avenida Paulista, em São Paulo, decidiu investir na contratação de mão-de-obra inclusiva e na compra de produtos de nanoempresários para potencializar seu negócio. No cardápio, 70% dos itens oferecidos vêm de microempresas familiares (em sua maioria moradores da periferia da capital ou cidades da Grande São Paulo), movimentando cerca de 160 mil reais a estes fornecedores nos últimos sete meses. Com uma média de R$ 1,8 mil mensais repassados a cada nanofornecedor.

“A proposta foi tão bem recebida, que toda semana eu sou procurado por um novo pequeno empresário. O cardápio não para de crescer. Inserimos até um ‘prato do dia’ para responder esta demanda”, afirma João Clímaco, gerente do Trampolim. “Em sete meses, aumentamos em 27% o número de fornecedores. O público entendeu a proposta.”

Um dos cases é o bolo indiano, da empreendedora Márcia Paula e Silva. Ela chegou ao Trampolim em agosto de 2017 por meio de um curso realizado pela Empregue Afro (que incentiva empreendedoras de baixa renda a desenvolver seu próprio negócio). É a parceria com ONGs e consultorias que faz a ligação entre o novo empresário familiar e o café. Moradora de Americanólis, Zona Sul de São Paulo, Márcia era assistente fiscal e migrou para o ramo da gastronomia em 2016, fazendo bolos e refeições em casa. Ela avalia que oportunidade de trabalhar para o Trampolim mudou sua vida e o orçamento familiar. “Para uma microempreendedora individual, que trabalha sozinha, ser fornecedora de um café ligado a uma rede de hotéis grande me ajuda a fechar novos trabalhos com bufês e me deu confiança em um momento de recomeço profissional.”

   

Bolo indiano da Márcia, pudim da fabi, pão de ervas da Josi e nhoque de batata doce com tomates: todos pratos produzidos com o apoio de nanofornecedores

Por meio destas parcerias com ONGS também foram colocados no menu do Trampolim pratos como o pão de ervas da Josi, da empreendedora Josiane Macedo Dias, vinda pela Afrobusiness (ONG que incentiva empreendedores negros) e o pudim de paçoca da Fabi, criada pela cozinheira Fabiana Caetano de Lima. Moradora do Jardim Mirna, na Zona Sul de São Paulo, Fabi virou fornecedora via Centro Social Menino Jesus (localizado no Jardim Mirna, extremo sul da cidade).

O mesmo acontece no atendimento do Trampolim (instalado no interior do hotel Ibis Budget Consolação, mas com entrada livre ao público): 100% dos funcionários são contratados mediante a parceria com entidades que atendem pessoas em situação de vulnerabilidade econômica ou social. Entre elas, a própria Afrobusiness e o Centro Social Menino Jesus e o Estou Refugiado (que auxilia estrangeiros de várias diásporas). São as ONGs que qualificam e pré-selecionam os candidatos, mais tarde entrevistados pela gerência do Trampolim para áreas como cozinha e atendimento no salão.

“Os que chegam hoje são treinados pela própria equipe. Selecionamos um ‘padrinho’, que o acompanha nos primeiros meses de experiência. Sentimos a diferença da seleção tradicional: apesar da menor qualificação, ganhamos funcionários muito motivados e envolvidos com a proposta do projeto”, aponta Clímaco. A maioria replica seu aprendizado para novos aprendizes acolhidos nas entidades.

 

O gerente do Trampolim, João Clímaco, e a funcionária da cozinha do Trampolim, Mônica Lemos, que veio pela ONG Afrobusiness

Do ponto de vista do gestor, o maior desafio é mostrar-se sensível às demandas dos funcionários e suas dificuldades na readaptação e/ou inserção no mercado. No caso dos refugiados, língua, cultura e distância da família (muitas vezes deixada para trás) são os principais desafios. “Fica mais complexo, mas o resultado é muito positivo para o café e gratificante para o gestor”, completa Clímaco. “Ganhamos com a troca com novas culturas e um atendimento mais vibrante.”

Trampolim Startup Café – Cafeteria e restaurante para refeições rápidas. Rua da Consolação, 2.303, São Paulo. Fone 11 3123-7755.

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